Na primeira visita de um chefe de Governo de Israel à América Latina o Brasil é ignorado, por causa da crise política

O embaixador brasileiro Osvaldo Aranha foi um dos grandes responsáveis pela ação que culminou na criação do Estado de Israel e, além disso tudo, foi que presidiu a sessão histórica da Assembleia Geral da ONU que aprovou o ato de criação.  Mais de 70  depois dessa histórica solenidade de fundação do Estado judeu, Benjamin Netanyahu se torna o primeiro chefe de Governo israelense a realizar uma visita diplomática à América Latina. O primeiro-ministro viaja nesta segunda-feira a Buenos Aires, onde se reunirá com o presidente argentino, Mauricio Macri, antes de seguir para Bogotá, onde será recebido pelo mandatário colombiano, Juan Manuel Santos, e para a Cidade do México, onde se encontrará, na sexta-feira, com o chefe de Estado, Enrique Peña Nieto.

Entretanto, o Brasil, um dos maiores parceiros comerciais de Israel na América Latina, não está no roteiro. A incerteza política quanto à permanência de Michel Temer na presidência foi fundamental para a decisão de Israel de descartar o país, afirmou em entrevista à Folha de S.Paulo, o embaixador israelense Yossi Shelley. Esse é mais um importante mandatário de um país a ignorar o Brasil em viagens diplomática pela região. Além de Netanyahu, a chanceler alemã Ângela Merkel, o presidente francês, o presidente italiano mantiveram distância do Brasil em sua viagens pela América latina.