Henrique Eduardo Alves, ex-ministro de Temer, é preso pela PF

A força-tarefa da Lava Jato deu detalhes na manhã desta terça-feira (6) sobre a Operação Manus, que prendeu o ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB), que foi presidente da Câmara dos Deputados de 2013 a 2014. De acordo com as investigações, atos de corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro envolvendo a construção da Arena das Dunas, em Natal (RN), serviram para financiar a campanha de Henrique Eduardo Alves ao governo do Rio Grande do Norte, em 2014. O sobrepreço identificado chega a R$ 77 milhões.

O repasse teria sido feito por meio de transferências formais e de caixa dois. No primeirocaso, empresas simulavam prestação de serviços oficiais.

O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, que já está preso em Curitiba, também foi alvo de pedido de prisão preventiva. Além dele, o secretário de Obras Públicas de Natal, Fred Queiroz, também foi preso. A operação também teve como alvo de condução coercitiva o publicitário Arturo Arruda, em Mossoró, no Oeste do estado. Os agentes fizeram ainda busca e apreensão na produtora Peron Filmes, em Natal.

Henrique Alves e Fred Queiroz serão encaminhados ao sistema prisional do Estado do Rio Grande do Norte até o final da tarde.

As investigações tiveram início a partir de mensagens de celular de Leo Pinheiro, ex-presidente da construtora OAS, e chegaram a outras evidências, segundo a força tarefa. Além a OAS, o procurador Rodrigo Teles também apontou participação da Odebrecht e da Carioca Engenharia, esta com um “relacionamento histórico de pagamento de propina para Eduardo Cunha”.ueue