Pesquisas indicam que a generosidade não favorece apenas quem a recebe

Sabe-se que ajudar o próximo traz muitos benefícios para a vida de quem recebe essa ajuda. Entretanto, o quanto atos de generosidade podem ser positivos para quem os pratica? Um estudo realizado pelo Buck Institute for Age Research, dos Estados Unidos, mostra que bastante.

A pesquisa analisou que os idosos que realizaram trabalho voluntário por mais de quatro horas durante a semana apresentaram chances menores de sofrer problemas que poderiam levar à morte.

Já um estudo realizado com portadores de HIV pela Universidade de Miami, dos Estados Unidos, mostra que pacientes com características altruístas apresentavam menores taxas de estresse. Ou seja, não custa tentar.

Generosidade pode ser estimulada

Generosidade vai muito além de dar algo que pertence a você. É uma atitude de prestar apoio a quem precisa mesmo quando pode ser necessário abrir mão de algo que não estava sobrando – mesmo que seja tempo. Também tem a ver com espontaneidade e empatia.

É o que incentiva o site Impossible, criado pela modelo e atriz britânica Lily Cole, que propõe justamente isso: ajudar o próximo sem cobrar nada em troca. O funcionamento é simples. As pessoas podem compartilhar seus desejos e esperar que outras respondam e ajudem a torná-lo realidade.

Toda vez que algum usuário ajuda outro, recebe um obrigado em troca, nome da moeda virtual da rede social. Ela pode ser usada em alguns sites parceiros ao Impossible. Contudo, nossos atos de generosidade podem e devem ir muito além da rede social.

O ideal é que esse comportamento comece ainda na infância e de maneira simples. Ter paciência, promover o diálogo, ensinar a dividir brinquedos e comida são algumas delas. Vale lembrar que os pequenos também aprendem observando e que você deve dar o exemplo.

Afinal de contas, a generosidade é desenvolvida. Ou seja, não se adquire de um dia para outro. Por isso, esses pequenos atos são tão importantes. Quando o seu filho realizar uma atitude generosa, mostre como aquilo foi importante.

O pesquisador David Rand, da Universidade de Yale, estudou a lógica por trás dos atos de generosidade e heroísmo. Os primeiros estudos apontaram que quanto menos tempo as pessoas tem para pensar na situação, mais propensas estão a pensar no próximo.

Quem são os mais generosos

Os brasileiros são conhecidos por sua alegria e pela capacidade de contornar situações difíceis. Entretanto, fazer doações à instituições de caridade não parece estar entre as principais características.

Em 2013, a Charities Aid Foundation realizou uma pesquisa em 146 países, incluindo o Brasil, e entrevistou 155 mil pessoas a respeito de ações filantrópicas. A partir das respostas, foi feita uma projeção de como agiria o restante da população desses países.

O resultado? O Brasil ocupa a 83º posição, atrás de países como Libéria, Irã e Turcomenistão. A Austrália ficou em primeiro lugar, seguida por Irlanda, Canadá e Nova Zelândia. Na pesquisa anterior, realizada em 2010, o Brasil ocupava a 76º posição. Vale ressaltar que generosidade não se restringe ao ato de doar dinheiro a instituições.

Você começar agora mesmo e com atitudes bem mais simples. Que tal doar cobertores e roupas para aquecer o inverno de quem mais precisa? Pode ser a sua chance de exercitar a generosidade.